05/07/2013

Queres de volta?

o tombo lento rente ao algar
o ardor fechado, intermitente

dentro do espasmo minúsculo da insónia.
Queres de volta, a volta e meia
para andar ao contrário?
a chama insana

o filho mudo que flagra lúcido
no meio
da cadeira sem fronte.


Quantas são as voltas
que queres para voltar?
quantas recebes
sem fundo, doçura ou laivo,
corpo em pico
corpo em queda,
a corda pronta que corta a noite
a lâmina atiçada aos olhos,
uma simples flor depois.

Mesmo assim
o baloiço pueril da lâmpada
entre cá e lá
que queres de volta
e quieto.

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